quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Pensar antes de reagir


é uma das ferramentas mais nobres de quem decifra os mais altos níveis do código da autocrítica. Nos primeiros trinta segundos de tensão, cometemos os maiores erros de nossa vida, falamos palavras e temos gestos diante das pessoas que amamos que jamais deveríamos expressar.
Nesse rápido intervalo de tempo, somos controlados pelas zonas de conflitos que bloqueiam milhares de outras janelas, impedindo o acesso de informações que nos subsidiariam a serenidade, a coerência intelectual, o raciocínio crítico.
Um intelectual pode dar uma conferência brilhante e responder a todas as perguntas da plateia com maestria, mas quando um colega de trabalho faz uma pergunta que o contraria, pode perder a serenidade da resposta. Reagir sem elegância....
Se vivermos debaixo da ditadura da resposta, da necessidade compulsiva de reagir quando pressionados, cometeremos erros, alguns muito graves. Vivemos
em uma sociedade barulhenta, que frequentemente detesta o silêncio. Cada vez
mais percebo que as pessoas estão perdendo o prazer de silenciar, se interiorizar,
refletir, meditar.
O silêncio não é  se aguentar para não explodir, o silêncio é o respeito pela própria inteligência.
É o respeito pela própria liberdade, a liberdade de se obrigar a reagir em situações estressantes. Quem faz a oração dos sábios não é escravo do binômio do bateu-levou.
Quem bate no peito e diz que não leva desaforo para casa, não decifrou o código de
pensar nas consequências de seus atos. ...
Para conviver com máquinas, não precisamos do silêncio nem da tolerância, mas com seres humanos elas são fundamentais. Ambas são frutos nobres do código da autocrítica, do código da capacidade de pensar antes de reagir. Preservam a saúde psíquica, a consciência, a tranquilidade.
É preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura saturada de radicalismo, egocentrismo, estrelismo.
Sabedoria e autocrítica não se aprende nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência.




Texto: Augusto Cury - O Código da Inteligência
Imagem Internet Google
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